REALIDADE: #...#

NO PAÍS NÃO HAVERIA FOME , NEM POBRES AO FIM DE UM ANO , ETC , ETC ....

com muito pouco de dignidade e descorrupção.

Vamos aos cálculos reais:

REALIDADE: #...#

1-  Para aumentar o salário mínimo de atuais ~=R$ 100,00(R$136,00) , para  os R$ 180,00 , gasta-se , 4 bilhões de reais . Veja tribuna da Imprensa de 16/mar/2000.

4.000.000.000=4bi ,, R$180,00-R$136,00= R$44,00( de aumento ).

4.000.000.000/44(aumento)=custo por R$1,00 de aumento =90.909.090~=91.000.000 = 91milhões.

CONSIDERAÇÕES: 

COM USO de 25% dos Gastos de Lantejoulas R$44bi que é um montante R$11bi

e custo de aproximadamente 91.000.000= 91mi por cada UM REAL de AUMENTO, fazendo os cálculos :

11.000.000.000/91.000.000==~ 120 ou seja é possível aumento de R$120,00.

OU seja com esta economia de 25% , daria para dar um salário mínimo de 136+120=256.

UM salário de R$256,00 , só da economia de 25% dos gastos lantejoulisticos.

IMAGINE : se montante das dívidas com governo , que é da ordem de R$....,00 e custo de 90 ou 91mi por aumento de R$1,00 , daria para um salário de  ????

.......#..........R$............

Com o não pagamento do Pedágio da Dívida , que é da Ordem de  Pedágio  R$215bi anuais(ano de 1999) em dólares =D$127bi

R$215.000.000.000,00/R$90909090,00=2365 , ou seja daria para um mínimo de R$2365,00 , só não pagando o pedágio. .....

REALIDADE: #...#

 

Central Única dos Trabalhadores
avisa que quer mínimo de US$ 160

SÃO PAULO - Atrasada em relação ao PFL de Antônio Carlos Magalhães, a Central Única dos Trabalhadores (CUT) resolveu entrar na briga pelo reajuste do salário mínimo, previsto para maio. Segundo o presidente da central, Vicente Paulo da Silva, a direção-executiva da entidade decidiu quinta-feira fazer campanha para que o mínimo seja equivalente a US$ 160 (ou R$ 283,20), correspondente à média aproximada dos salários mínimos pagos nos países do Mercosul - Argentina, Uruguai e Paraguai. O PFL está reivindicando mínimo de US$ 100 (R$ 177,00). No caso da CUT, o reajuste teria de ser de 108%; no caso do PFL, de 30%.

O economista do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Sócio-Econômicos, José Maurício Soares, contudo, recusa-se a fazer contas em dólares, por causa das flutuações do câmbio. Em reais, diz ele, as perdas já são imensas.

Ele pegou o salário mínimo de janeiro, de R$ 136, e foi deflacionando o valor para conhecer o valor real do rendimento em meses e anos passados. Dessa forma, descobriu que, em valores atuais, o brasileiro ganhou em média salário mínimo de R$ 231,86 em 1989 - mais do que o valor reivindicado pelo PFL, que tanto impacto vem causando, e quase o que está sendo proposto pela CUT.

Parece muito, mas o mínimo já foi bem melhor. Chegou a R$ 820,71 em janeiro de 1959 - o recorde em poder de compra da história. Quando foi criado, por decreto de maio de 1940, o primeiro valor pago, em julho do mesmo ano, era o equivalente hoje a R$ 569,61. De 1952 a 65, o mínimo sempre manteve valor real médio acima de R$ 500.

Para quem acha que o mínimo sempre valeu pouco e que esses cálculos não passam de truques de economistas, José Maurício Soares usa outro comparativo. Em janeiro de 59, o salário mínimo comprava 1.180 passagens de ônibus municipal em São Paulo. Em março de 1986 (no Plano Cruzado), já comprava bem menos: 536 passagens de ônibus. Já o salário mínimo de janeiro deste ano comprava 118 apenas - 10 vezes menos. "Se pegarmos qualquer produto, até palito de fósforo, teremos uma relação semelhante."

Nos anos 90, ainda segundo o Dieese, o mínimo oscilou pouco. Perdeu 9% de seu poder de compra entre 90 e 99. No período, fez alguns movimentos de recuperação, logo seguidos por fases de corrosão. Equivalia (em médias anuais, contando o 13º) a R$ 165,69 em 90. No ano passado, a média foi de R$ 151,82.


Relatoria pode dividir base ainda mais

A disputa pela relatoria da Comissão Especial do Salário Mínimo da Câmara dos Deputados pode dificultar os planos do presidente Fernando Henrique Cardoso de promover a paz entre os partidos da base governista depois da crise provocada pela decisão do PSDB de formar um bloco com o PTB. Criada para estudar uma proposta para o salário mínimo, a Comissão foi instalada, na quarta-feira, em meio a crise instalada pela decisão do PSDB e do PTB, sem que os nomes do presidente e do relator tivessem sido escolhidos. Agora, as indicações podem se tornar mais um motivo de discórdia na base do governo.

Como primeira bancada da Câmara, o bloco PSDB-PTB defende a indicação do deputado petebista Eduardo Paes (RJ) para a relatoria. Mas o PFL quer ter o direito de indicar o deputado Luiz Antônio de Medeiros (PFL-SP), com base no argumento de que a Comissão foi criada uma semana antes da formação do novo bloco que rebaixou o partido para a posição de terceira bancada na Câmara.

Nesse caso, valeria a composição das bancadas antes da união do PTB com o PSDB, anunciada no final da tarde da última terça-feira. Os partidos de oposição também apóiam a indicação de Medeiros para a relatoria do projeto do mínimo. O deputado Paulo Paim (PT-RS), autor do projeto que deu origem a criação da Comissão, defende a indicação do PFL.

"Como o regimento impede que o autor do projeto original seja o relator, eu ficaria com a presidência e o PFL com a relatoria", disse Paim. É de autoria do deputado Paim o projeto mais antigo que fixa o salário mínimo em US$ 100. Todos os outros projetos referentes ao mínimo, inclusive o do PFL, serão apensados ao dele pela Comissão.

Por trás da disputa dos partidos pelo direito de indicar o nome do relator da Comissão há também o temor de que, nas mãos do bloco PSDB-PTB, o relatório do salário mínimo atenda aos interesses do governo. "O deputado Eduardo Paes pode fazer um parecer com a posição do Palácio do Planalto", disse o deputado Vivaldo Barbosa (PDT-RJ).

Segundo Barbosa, o direito do PFL de indicar o nome do relator está amparado pelo regimento da Câmara. "A composição da Comissão foi feita com base na formação das bancadas antes do acordo", ressaltou. Ele lembrou que a Comissão do Salário Mínimo foi criada uma semana antes da formação do bloco, mesmo tendo sido instalada somente na quarta-feira passada.

"O próprio deputado Michel Temer (presidente da Câmara), respondendo a uma questão de ordem no plenário da Câmara, manifestou-se a favor da indicação pelo PFL", ressaltou o deputado pedetista, que é autor de um projeto que fixa o mínimo em R$ 271,00. Temer já marcou para amanhã uma reunião com os líderes dos partidos para escolher os nomes do relator e do presidente da Comissão.

O ministro-chefe da Secretaria-geral da Presidência da República, Aloysio Nunes Ferreira, avisou ontem que o Palácio do Planalto não vai interferir na disputa pela relatoria. "Para nós essa é uma disputa do Congresso", disse Ferreira. "Não vamos colocar a nossa colher e interferir", acrescentou. Ferreira acredita, no entanto, na reacomodação da base governista. "Temos certeza que eles chegarão a um consenso", disse.