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REFLEXÕES COMPARTILHADAS PARA A
DISCUSSÃO
DAS TAREFAS DA REVOLUÇÃO SOCIAL NO
SÉCULO XXI
METODOLOGIAS
O texto fica, o autor também, muitos textos ficam, muitos autores
também. Isto não é um texto fixo nem tem autor.
É um diálogo de muitos que não acaba hoje (nem aqui,
claro). Cada vez que volte verá as diferenças, pois
será modificado constantemente.
METODOLOGIA 1
Todo pode ser modificado, desde frases
ou idéias, até tirar capítulos, incorporar outros, etc.
Também as modificações podem ser retificadas ou mudadas
por outras. Também modificações metodológicas e
de formato da página. E essas modificações as propõe você ou as
mandam outros compas. As propostas que possam gerar maiores dúvidas ou
polêmicas, serão submetidas a discussão aberta antes de levá-las ao texto
principal.
Não nos vamos subordinar às regras da linguagem nem da gramática, pois elas
mudam segundo os tempos e as contradições sociais, além de que representam
esquemas em que se pretende aprisionar ou dogmatizar ou tergiversar
realidades. Por exemplo não utilizamos a palavra família como denominação das
unidades ou coletividades afetivas, senão que utilizamos vocablos tais como
núcleo afetivo ou unidade afetiva, entendendo que são apenas rupturas de
linguagem, como tentativa de delimitar águas com a estrutura de dominação que
é a família. Mas também estamos cientes de que os núcleos afetivos são
contraditórios com o ser social, pois a afetividade não deve ser presa por
ninguém nem dirigir-se em doses gradativas ou diferenciadas em classificações
convencionais para uns de uma forma, para outros de outra e para outros de
nenhuma. Por isso assumimos nossas rupturas lingüísticas (ou simbólicas ou
semánticas ou semiológicas ou semióticas ou como quera chamá-las) como
transitórias, ou seja, destinadas também a ser destruídas, igual que
aquelas que estamos tentando superar. E isto é somente uma proposta, que
podemos mudar amanhã.
METODOLOGIA 2
Saia do computador. Faça cópias do texto, ou de capítulos, ou do resumo do
texto ou dos capítulos, ou da parte que quera, e discuta com algúm dos seus
núcleos afetivos, em casa, com vizinhos, na escola, amigos, na ocupação, com
colegas, amantes, no trabalho, etc. Façam mudanças e mande as conclusões. Ou
não as mande, ou pergunte para eles o que eles acham. Aproveite e pergunte-lhes
o que acham de que outros em outras partes pensem distinto. Mandem um
cumprimento ou um abraço para outros ou discutam com esses outros e mostrem
para todo o mundo que vocês trocam idéias com aqueles outros, ou não mostrem
para ninguém. Ou façam o que queram. Ou não façam nada. Ou peguem as folhas,
distribuam no grupo e façam mil pedaços com elas. Destruam!
Destruam! Sintam o prazer conjunto de destruir convenções, de destruir
esquemas. Ou reunam crianças e entreguem-lhes folhas com símbolos de
dinheiro, propriedades, armas, etc, e pratiquem todos juntos a destruir esses
símbolos. Destruam! E logo distribuam folhas e lápises para desenhar
corações, flores, montanhas e pássaros, pessoas e frutas. Depois podem acabar
numa roda, todos de mãos dadas e cantando pela alegria de saber destruir.
Também podem fazer uma vaca e comprar uma gaiola com um pássaro, reunir as
crianças da sua rua e realizar a ceremónia da liberdade onde todos têm que
falar sobre a dor do passarinho prisioneiro e da existência de muitas gaiolas
na vida dos humanos e de alguns humanos que sentem prazer de organizar e
dirigir gaiolas. Logo o mais pequeno tenta arrancar um arame da gaiola
entanto o resto grita coordenadamente: Destrue! Destrue! Destrue! Assim cada
um vai retirando um arame sob o coro dos demais até o passarinho sair. Aí os
gritos mudam para Liberdade! Liberdade! Liberdade! E se faz a fogueira da
liberdade com os restos da gaiola. Logo pode decretar-se a rua como livre de
pássaros presos, onde as crianças pedem (ou não) aos seus pais que entreguem as
gaiolas para realizar outras ceremónias. Começar com os mais flexíveis, para
convencer posteriormente os mais duros. As pessoas que amem seus passarinhos
e ficarão com solidão, podem ser perdoadas, mas haverá que discutir com as
crianças como a falta de afetividade na sociedade egoista faz com que alguns
devam procurar substitutos por via da escravidão de animais e até pessoas.
Quem sabe se essa pessoa abre um dia as gaiolas e deixa sair os pássaros para
que entrem as crianças do bairro na sua casa e na sua vida. Convidamos a ler
o belo conto de Óscar Wilde, "O jardim do gigante", aliás, convidamos a ler
toda a obra dessa alma sensível que teve na sua época a ousadia e a liberdade de gritar
sua homosexualidade a todos os ventos, como essa genialidade do "Retrato de
Dorian Gray" onde faz uma alegoria do Narciso. Numa segunda fase as crianças
podem plantar árvores na rua ou áreas das casas ou algúm outro lugar, também
plantas e flores, para que venham os passarinhos. Em ceremónias ou rituais
pertinentes, onde podem trazer-se manifestações culturais africanas,
indígenas, étnicas, nacionais, populares, etc, pode discutir-se a falta
de interesse das autoridades pela vida, a liberdade, saúde, transporte,
moradia, educação, etc. O terceiro passo pode ser criar grupos de teatro,
canto, dança, literários, desenhos, plástica, artesanais, etc, onde estas
crianças, jovens, mulheres, etc, manifestem e representem essas ceremónias
o rituais de crítica social e luta pela liberdade. Haverá que ter cautela,
pois dentro de pouco vão aparecer os policiais lançando lacrimogenas contra
as crianças que soltam pássaros, alguns se vão infiltrar e soltarão galinhas
para confundir, e a Susan George com o pessoal de Attac acusarão as crianças
de violentas e chamarão algumas a colocar-se camisetas brancas para não
misturarse e poder negociar com os poderosos com o objetivo de dar
mais comidinha aos passarinhos presos.
METODOLOGIA 3
Faça como você bem entenda. Faça sua metodologia ou metodosofia, mande para
que outros possam copiá-la, ou mande todo o resto para aquele lugar.
METODOLOGIA 4
Todas as anteriores, juntas, separadas, uma por uma ou como quera.
METODOLOGIA 5
Nenhuma das anteriores.
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